segunda-feira, 30 de março de 2009

Ética e Alfabetização

Acabei de notar, com grande autoridade, que os documentos que regem a ética e as regras, tais como Códigos de Ética, estatutos e regimentos, tem tanta valia quanto as excretas do meu organismo.

O válido é a (con)vivência, a prática. De nada servirá rolos de papéis (higiênicos), os quais tudo dizem, mas nada orientam (fazem) verdadeiramente.

Chego a sentir pena de quem efetivamente perdeu tempo refletindo sobre o que devia estar escrito naqueles escritos que alguns gatos precariamente pingados verificariam.

O trabalho neste sentido deve ser poupado para que possa ser imprimido em ações práticas. Estas devem ser regidas por normas, sim, mas concisas, simples e óbvias. A segragação, o detalhamento e a especialização exacerbados provocam mais confusão do que esclarecimento.

Ah, se todos os que gastaram valiosas horas, talvez dias, de suas vidas formulando regras, códigos, estatutos e regimentos canalizassem suas energias para ações de cunho prático e efetivo. Que orgulhosos arqueiros seriam, maravilhados com o novo alcance de suas armas!

É, parece-me que entendi o modo de alfabetizar adultos do Paulo Freire.

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