domingo, 30 de novembro de 2008

silêncio

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Atiraste uma Pedra

Composição: Herivelto Martins e David Nasser

Atiraste uma pedra no peito de quem só te fez tanto bem
E quebraste um telhado, perdeste um abrigo
Feriste um amigo
Conseguiste magoar quem das mágoas te livrou

Atiraste uma pedra com as mãos que essa boca
Tantas vezes beijou
Quebraste um telhado
Que nas noites de frio te servia de abrigo
Perdeste um amigo que os teus erros não viu
E o teu pranto enxugou

Mas acima de tudo atiraste uma pedra
Turvando esta água
Esta água que um dia, por estranha ironia
Tua sede matou
Atiraste uma pedra no peito de quem
Só te fez tanto bem

http://www.youtube.com/watch?v=HxPynEMLSfI

Essa música é muito intensa. Aparece no álbum Doces Bárbaros, nas vozes de Caetano, Gil, Bethânia e Gal. Infelizmente a qualidade (do link) está muito baixa - o que não importa.

Há que se ter muito cuidado, porque por vezes perde-se o controle dos teus atos e o que consideras pluma vem a se tornar pedra.

Talvez já a tenha cantado há muito tempo.
O que não quero é que a cantem para mim...

Queridos queridos,
quero-os muito bem.

domingo, 23 de novembro de 2008

O dia também (ainda) é noite

É isso. Ainda está de noite.

Tão noite. Tão escuro.

Eu bebendo meu coração.
Tão tóxico. Tão gostoso.

O amor que tenho.
Por aí. Bêbado. Frágil.
Vulnerável.

O maior. E pior.

Na loucura de ser, no ato insano de existir.
No apelo da prece para...
não perecer.

Ah! Que vazio infinito!
Ai, querida.
Me deixa recostruir
Meu Coração

Me deixa ser
Minha Definição

Levanta-me.
Não para deixar de cair.
Mas para aguentar as quedas.

O que há?
(Suspiro, suspiro, suspiro...)

Sinto-me despreparado.
Sim, é isso.
Estou despreparado.

Para Amar.

sábado, 22 de novembro de 2008

Querer, fazer

"Esta foi uma ótima semana. Eu fiz tudo que eu queria nesta semana."

Foi o que disse um pesquisador biólogo após passar dez dias na Tailândia procurando pelo Bagre Gigante, um peixe em vias de extinção. Eles conseguiram capturar, etiquetar e liberar um deles em ótimas condições justamente um dia antes do retorno do pesquisador.

O nome do programa é Peixes Gigantes e passa no National Geographic Channel.

Então eu me perguntei se não é só isso que a gente busca na vida. Quer dizer, respeitando o ambiente que o cerca, as coisas e pessoas ao seu redor, não seria exatamente isso que buscamos? Passar uma ótima semana na qual encontramos um peixe gigante?

Dizer que fizemos exatamente o que queríamos nesta semana?

Ah, não. Esqueci só de uma coisa...

Precisamos definir o que queremos antes.

domingo, 16 de novembro de 2008

A universidade da gente

“Não apenas leia – Nuño advertia – Aprenda e tente memorizá-los o mais completamente possível, para não precisar consultá-los no futuro. Um livro pode ser queimado ou perdido, mas se você realmente absorve o que existe nele, o livro se torna parte de você e o conhecimento o acompanhará até o fim da vida.”

O trecho acima é do Livro O Último Judeu de Noah Gordon. Especificamente, trata-se de um médico conversando com o seu aprendiz.

Então me recorre um pensamento. Quantos de nós, na Universidade, absorvemos conhecimento dessa maneira? Provas, presenças, sensações de aprendizado não passam de...

Mentiras!

A Universidade passa a ser uma mentira. Eu chutaria uns 10% de verdade (felizes daqueles que a detém, mas cretinos daqueles que não a disseminam).

E na engenharia? Ainda tem gente – professores e alunos – que acham que eu sei de alguma coisa, que eu sou diferenciado. RÁ RÁ RÁ RÁ RÁ

Faz-me rir, querido. Posso até ser em outros aspectos – como este de agora – mas no conhecimento? Sou um fiasco total. E não permitirei isso. Ah, isso não! Deixa só eu ajeitar umas coisas aqui...

Essa não é a Universidade que eu prezo, não deveria ser assim. Ok, não aprender uma ou outra disciplina não é um problema, mas daí a TUDO ser superficial, é demais!

“Avante, irmãos, rumo à exceção, ou seja, ao aprendizado sedimentado!”

Pensai.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

O valor do Nada

A voz do silêncio
Será sempre mais profunda
Do que qualquer voz
De qualquer homem
De qualquer época,

Pois esta última...
Esta última está
Impregnada de forjas,
De sujeira inerente a algo.
Pior ainda, algo
Que fala,
Algo que é algo.
Assim, menor do que
Nada, do que o
Silêncio.

Porque o nada, por definição,
Não foi infectado nem
Jamais correrá esse risco
Terrível e encabulante.

Aliás, encabulante para mim,
Homem dentre homens,
Que, para fazer jus ao título,
egocentricamente digo,
-É só o que interessa.
E não é verdade?

Não é verdade?!

A impessoalidade, intangível
Ou, mais desagradável ainda,
Inalcançável - por nós, pelo menos.

Mas o nada, o silêncio
É o mais impessoal, mais puro,
Com o discurso mais sincero e
Correto.

E grita!
Para quem quiser escutar.
Desgraça é:
Nunca vi, conheci, li, ouvi falar
Quem realmente o tivesse
Ouvido.