domingo, 23 de novembro de 2008

O dia também (ainda) é noite

É isso. Ainda está de noite.

Tão noite. Tão escuro.

Eu bebendo meu coração.
Tão tóxico. Tão gostoso.

O amor que tenho.
Por aí. Bêbado. Frágil.
Vulnerável.

O maior. E pior.

Na loucura de ser, no ato insano de existir.
No apelo da prece para...
não perecer.

Ah! Que vazio infinito!
Ai, querida.
Me deixa recostruir
Meu Coração

Me deixa ser
Minha Definição

Levanta-me.
Não para deixar de cair.
Mas para aguentar as quedas.

O que há?
(Suspiro, suspiro, suspiro...)

Sinto-me despreparado.
Sim, é isso.
Estou despreparado.

Para Amar.

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